segunda-feira, 7 de junho de 2010

Gilles Deleuze

Filósofo, nasceu em 1925 e morreu em 1995, na França. Deleuze e o seu companheiro - o psicóilogo italiano Félix Guattari - criaram um tipo de filosofia completamente revolucionária, que ficou conhecida como filosofia da diferença. Para Deleuze e Guattari, a realidade e formada por linhas duras, linhas flexíveis e linhas de fuga. As linhas duras são os poderes que estratificam, isso quer dizer, criam formatos rígidos que somos obrigados a aceitar, como é o caso das hieraquias e das que existem nas instituições, nas famílias. As linhas flexíveis são os poderes que estão em constante processo de mudança, como é o caso dos poderes que constroem o capitalismo, que está sempre se adaptando às mudanças do mundo. Já as linhas de fuga, são potências que desestabilizam as linhas duras, que tornam possíveis outras realidades que não a que se impõe sobre nós.

Hakim Bey


Até o final dos anos 90 ninguém sabia de fato que era Hakim Bey. Circulavam boatos de que ele seria um terrorista islâmico refugiado em algum lugar da Inglaterra e até que um grupo de pessoas escrevesse assinando com esse nome. Hoje em dia se sabe que Hakim Bey é um pseudônimo de Peter Lambor Wilson, um historiador estadunidense que dedicou boa parte dos seus estudos aos piratas do século XIX. Já Hakim Bey, o personagem criado por ele, escreveu vários textos preocupado em descobrir novas formas de lutar pela liberdade num mundo onde tudo parece estar dominado pelo capitalismo: inventou o conceito de Terrorismo Poético para nomear intervenções artísticas anônimas que abalam as estruturas morais da sociedade; e também o conceito de Zonas Autônomas Temporárias (TAZ), espaços fora-da-lei que são criados por grupos de pessoas e que desaparecem antes que o poder repressor descubra sua localização. Bey estudou também o uso da pirataria na internet como maneira de sabotar as estruturas do sistema capitalista.

Maio de 68

No mês de maio de 1968, uma enorme onda de protestos invadiu a cidade de Paris. O movimento se iniciou com estudantes da Universidade de Nanterre, descontentes com o sistema educadional do País. Rapidamente, as reivindicações dos estudantes foram ganhando apoio de vários setores da esquerda, e o problema da educação passou a ser associado com o problema do capitalismo e das opressões da sociedade de consumo. A polícia reprimia severamente os manifestantes, o que ao invés de abafar, acirrou os conflitos e os descontentamentos da pessoas. Primeiros as paredes das universidade e depois as paredes da cidade viraram veículo de expressão para os que não tinham voz na política do país. Foram cobertas por cartazes, jornais de protesto e pichações libertárias, a mais famosa delas talvez seja a que foi eternizada na música de Caetano Veloso: "É proibido pribir!" No decorres do mês de maio, intelectuais, artistas e operários se somaram a luta contra a repressão, que utilizava toda a força polícial, prisões e bombas de gás lacrimogênio para desbaratinar os manifestantes que erguiam barricadas de carros e, nos momentos mais extremos do conflito, armavam-se de coquetéis molotov. Embora as greves gerais e as ocupações de fábricas e instituições educacionais tenham tido um efeito tão estrondoso na sociedade francesa, a calmaria voltou no final do mês seguinte, mas a memória desses acontecimentos provocaram questionamentos profundos no pensamento ocidental, servindo como um marco para as filosofias libertárias que o sucederam, em vários lugares do mundo.

Michel Foucault


Foucault foi um importante filosofo francês, nasceu em 1926 e morreu em 1984. Dedicou sua vida a estudar os discursos, ou seja, as idéias que circulam na sociedade, que produzem formas de exclusão, como os discursos que tornaram possíveis a existência de prisões e clínicas psiquiatricas. Uma de suas idéias mais propagadas é sua concepção de poder. Para ele o poder não está centralizado no Estado ou nas classes dominantes, como dizem os teóricos marxistas, o poder se exerce nas relções que permeiam toda a sociedade. O poder se exerce nas relações dos patrões com seus empregados, dos médicos com seus pacientes, dos professores com seus alunos, dos homens com as mulheres e até nas relações dos pais com seus filhos. Nesse sentido, o que cria os discursos de exclusão e o que os faz serem aceitos como verdades, são essas relações de poder. O sistema capitalista é criado e mantido por essas micro-relações de poder cotidianas, se queremos lutar contra ele, devemos travar essa luta dentro dos diversos espaços das nossas vidas onde o capitalismo acontece.
Foucault foi, acima de tudo, um militante político: fundou o Grupo de Informações sobre as Prisões (GIP) na França, que tinha como objetivo ser um veículo de expressão dos presidiários, uma vez que as informações sobre a realidade prisional era veículada somente por seus diretores e funcionários, e as vozes dos presos jamais eram ouvidas. Foi também um ativista das lutas anti-manicomiais e dos movimentos homossexuais.

Banksy

Artista de rua inglês. Ninguem sabe sua verdadeira identidade. Ele faz diversar pinturas em paredes e ruas de Londres, sempre ironizando o modo de vida capitalista, a polícia, a guerra entre outras coisas. Na verdade, nós nem sabemos se Banksy é uma, ou várias pessoas. A imagens dele que estão reproduzidas aqui foram todas retiradas de páginas na internet. Como Banksy é um artista anônimo, não temos como saber se uma imagem foi realmente feita por ele, ou por outra pessoa que atribuiu a autoria a ele, nesse sentido, o que menos importa é a autenticidade das imagens, e o que mais importa é o que elas provocam, o que ela podem nos fazer pensar. O que mais se discute sobre ele é se o que ele faz é arte o vandalismo. O que você acha?
site de Banksy: http://www.banksy.co.uk/

Karl Marx

Karl Marx nasceu na Alemanha em 1818 e morreu na Inglaterra em 1883. Durante toda sua vida se dedicou a estudar as relações de trabalho no capitalismo e a lutar por um outro sistema econômico: o comunismo. Para Marx, o sistema capitalista está totalmente apoiado na exploração do trabalho operário. O lucro da burguesia (a classe que possui as fábricas, os meio de produção e enriquece com o comércio das mercadorias) é obtido vendendo as mercadorias a um preço bem mais alto do que o salário pago ao trabalhador que as produz. O capitalismo será então sempre desigual, confrontam-se dentro dele duas classes: a burguesia (patrões, proprietários) e o proletariado (operários). Para acabar com a opressão dos burgueses sobre os proletários, os proletários deveriam se unir para tomar o poder do Estado e construir um sistema baseado na propriedade comum, esse sistema defendido por Marx e por seu companheiro Friedrich Engels seria o comunismo.