
No mês de maio de 1968, uma enorme onda de protestos invadiu a cidade de Paris. O movimento se iniciou com estudantes da Universidade de Nanterre, descontentes com o sistema educadional do País. Rapidamente, as reivindicações dos estudantes foram ganhando apoio de vários setores da esquerda, e o problema da educação passou a ser associado com o problema do capitalismo e das opressões da sociedade de consumo. A polícia reprimia severamente os manifestantes, o que ao invés de abafar, acirrou os conflitos e os descontentamentos da pessoas. Primeiros as paredes das universidade e depois as paredes da cidade viraram veículo de expressão para os que não tinham voz na política do país. Foram cobertas por cartazes, jornais de protesto e pichações libertárias, a mais famosa delas talvez seja a que foi eternizada na música de Caetano Veloso: "É proibido pribir!" No decorres do mês de maio, intelectuais, artistas e operários se somaram a luta contra a repressão, que utilizava toda a força polícial, prisões e bombas de gás lacrimogênio para desbaratinar os manifestantes que erguiam barricadas de carros e, nos momentos mais extremos do conflito, armavam-se de coquetéis molotov. Embora as greves gerais e as ocupações de fábricas e instituições educacionais tenham tido um efeito tão estrondoso na sociedade francesa, a calmaria voltou no final do mês seguinte, mas a memória desses acontecimentos provocaram questionamentos profundos no pensamento ocidental, servindo como um marco para as filosofias libertárias que o sucederam, em vários lugares do mundo.
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