segunda-feira, 7 de junho de 2010

Michel Foucault


Foucault foi um importante filosofo francês, nasceu em 1926 e morreu em 1984. Dedicou sua vida a estudar os discursos, ou seja, as idéias que circulam na sociedade, que produzem formas de exclusão, como os discursos que tornaram possíveis a existência de prisões e clínicas psiquiatricas. Uma de suas idéias mais propagadas é sua concepção de poder. Para ele o poder não está centralizado no Estado ou nas classes dominantes, como dizem os teóricos marxistas, o poder se exerce nas relções que permeiam toda a sociedade. O poder se exerce nas relações dos patrões com seus empregados, dos médicos com seus pacientes, dos professores com seus alunos, dos homens com as mulheres e até nas relações dos pais com seus filhos. Nesse sentido, o que cria os discursos de exclusão e o que os faz serem aceitos como verdades, são essas relações de poder. O sistema capitalista é criado e mantido por essas micro-relações de poder cotidianas, se queremos lutar contra ele, devemos travar essa luta dentro dos diversos espaços das nossas vidas onde o capitalismo acontece.
Foucault foi, acima de tudo, um militante político: fundou o Grupo de Informações sobre as Prisões (GIP) na França, que tinha como objetivo ser um veículo de expressão dos presidiários, uma vez que as informações sobre a realidade prisional era veículada somente por seus diretores e funcionários, e as vozes dos presos jamais eram ouvidas. Foi também um ativista das lutas anti-manicomiais e dos movimentos homossexuais.

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